Diante de tantos tipos de investimento diferentes disponíveis no mercado, fica complicado decidir qual a melhor e mais segura maneira de aplicar seu dinheiro. Mas não há porque se desesperar!

Mesmo sem ler diversos livros sobre o mercado financeiro ou ter diploma em economia é possível, sim, adquirir o conhecimento necessário para investir bem os seus ganhos.

Neste artigo, vamos explicar o básico sobre os melhores tipos de investimento para que você possa alavancar sua vida financeira, fazendo o seu dinheiro render de verdade.

Antes, o que você acha de descobrir quais são os investimentos mais adequados para seu objetivo de vida. Basta clicar aqui.

investimentos para cada objetivo de vida

Tipos de investimentos

Vários tipos de investimentos são bons e trazem retornos satisfatórios, mas essa satisfação só é alcançada se estiver de acordo com os seus objetivos.

Não é de admirar que muitos investidores iniciantes sintam que estão em águas desconhecidas na hora de começar a investir. A boa notícia é que, depois de dominar a linguagem e certos princípios básicos de investimento, você entenderá melhor como seu dinheiro pode ser investido.

Para ajudá-lo nessa jornada, aqui está alguns dos tipos mais comuns de investimentos que você encontrará.

Como escolher os tipos de investimentos?

É importante saber quais são as diferentes opções de investimento para compreender todas as maneiras pelas quais você pode ganhar dinheiro como investidor.

Claro, todo tipo de investimento tem suas vantagens e desvantagens. Sua tolerância ao risco, nível de compreensão de determinados mercados, prazo e objetivos para investir influenciarão quais são os melhores investimentos a fazer.

Entre os diferentes tipos de investimentos que existem, provavelmente existem alguns que funcionarão bem para você. Vamos explorar todos eles para que você possa decidir no tipo de investimento mais assertivo para você.

No entanto, uma combinação de alto retorno e baixo risco em um produto de investimento, infelizmente, não existe. Na realidade, risco e retorno estão diretamente relacionados, caminham lado a lado, ou seja, quanto maior o retorno, maior o risco e vice-versa.

Para facilitar, vamos, primeiro, separar os tipos de investimentos em duas principais categorias de investimento: os de renda fixa ou estável e os de renda variável.

Antes, que tal conhecer as tendências e dicas para valorizar seu dinheiro Clique aqui.

Investimentos de Renda Fixa

Os investimentos de renda fixa são todos aqueles em que é possível saber de antemão o valor da remuneração ou o modo de calculá-la. A remuneração pode ser pré-fixada (estabelecendo o valor já no momento da aplicação) ou pós-fixada (quando o valor está atrelado a uma variável como a taxa SELIC, os certificados CDI ou CDB, etc).

Por causa do baixo nível de risco que apresentam, os investimentos em renda fixa são, normalmente, realizados para quem tem um perfil mais conservador na hora de investir. Existem diversas opções para aplicação em renda fixa. Confira a seguir.

Caderneta de Poupança

O desejo por independência e estabilidade financeiras pode levar a pessoa a escolher aplicar seu dinheiro em uma caderneta de poupança, o método de investimento mais tradicional no Brasil.

Entretanto, apesar do investidor ter a certeza de que seu dinheiro renderá mensalmente, isso não significa que essa é a melhor maneira de multiplicar seus ganhos. Afinal, ela apresenta uma rentabilidade inferior às outras opções de investimentos.

Títulos públicos ou Tesouro Direto

Disponibilizados para compra pelo Governo Federal, títulos públicos são dívidas do Estado. É como se o investidor emprestasse dinheiro ao país. Um tipo de investimento de risco baixíssimo, já que a possibilidade do governo não honrar a dívida é muito improvável.

No que se refere à resultados de curto e médio prazo, o retorno de ambos vai depender de quanto tempo o dinheiro ficar aplicado. Os juros podem ser resgatados semestralmente, havendo até mesmo a possibilidade de vender o título e resgatar o dinheiro antes do término do período estabelecido no contrato.

Entretanto, a rentabilidade também é baixa, ficando limitada à taxa contratada (como a inflação). Caso sejam indexados na taxa SELIC – que é a taxa básica de juros utilizada como referência no Brasil, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) –, os títulos ficam conhecidos como as Letras Financeiras do Tesouro (LFT).

Certificados de Depósito Bancário (CDB)

Os Certificados de Depósito Bancário servem para que os bancos possam captar recursos. É uma maneira que eles têm de obter dinheiro para poder repassar para outros clientes em forma de empréstimos, mas com juros mais altos. Dessa maneira, o investidor e a instituição financeira lucram com o negócio.

Eles funcionam de modo semelhante ao dos Títulos Públicos, podendo ser fixados ao CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro) ou à TR (Taxa Referencial). O investidor também pode resgatar o dinheiro antes do prazo estabelecido, caso o contrato permita.

Os CDBs podem render mais do que uma aplicação na poupança, mas há cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nos resgates feitos antes de 30 dias, além da incidência do Imposto de Renda.

Nesses casos, é preciso ficar atento à instituição bancária escolhida: se ela não for bem consolidada, há a possibilidade de que ela quebre dentro do período da aplicação, ocasionando na perda de todo o dinheiro investido. Nessas condições, é importante investir dentro do limite de 250 mil reais assegurado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA)

Assim como os CDBs, tanto a LCI quanto a LCA são tipos de títulos de crédito disponibilizados por instituições bancárias. O investidor faz uma espécie de empréstimo ao banco e, depois do período determinado no contrato, recebe o dinheiro de volta com os juros. O que muda entre cada uma é a terceira parte envolvida na negociação: na LCI, é o setor imobiliário, enquanto na LCA é o setor agrícola.

As letras de crédito possuem uma rentabilidade maior do que a poupança e, ao contrário do CDB, não há a cobrança de Imposto de Renda. Em contrapartida, não é possível realizar a retirada do dinheiro antes do vencimento da aplicação.

Já explicamos mais a fundo sobre a LCI em outro artigo aqui no blog. Você pode conferir se vale a pena ou não investir nela aqui nesse link!

Debêntures

O nome pode soar estranho, mas debêntures são simplesmente títulos emitidos por empresas. Normalmente, quem faz aplicação neste tipo de ativo tem o perfil moderado.

As debêntures seguem a mesma lógica de um CDB ou LCI, mas ao invés do investidor emprestar dinheiro ao banco, ele o empresta para uma companhia. O comprador pode escolher se fica com o título até ser reembolsado ou se vende para outra pessoa antes. Também é possível converter algumas debêntures em ações.

Esses investimentos buscam captar recursos de médio a longo prazo para sociedades anônimas, sendo uma aplicação de alto risco, já que a empresa que vendeu o título pode não ser capaz de pagar o que foi combinado no contrato.

Inclusive, se você está se sentindo um pouco perdido com todos os termos e siglas do mercado financeiro, vai gostar de acessar o glossário exclusivo que a Inco preparou com os significados das 103 palavras mais importantes. Baixe gratuitamente aqui!

glossario do mercado financeiro

Investimentos de Renda Variável

A outra categoria do mercado de aplicações financeiras trata-se de investimentos de renda variável. Ao contrário dos investidores que aplicam em renda fixa, não é possível saber exatamente a remuneração a ser recebida ou como calcular sua rentabilidade no momento da aplicação. Isso acontece porque nesse caso os rendimentos estão atrelados a aspectos do mercado que oscilam.

Apesar do alto risco, os investimentos de renda variável chamam a atenção por possibilitar um retorno financeiro maior do que quaisquer outros tipos de investimentos. Existe uma multiplicidade de modalidades de aplicação nessa categoria. Confira a seguir.

Câmbio e ouro

Dentre os tipos investimentos de renda variável mais antigos estão o câmbio e o ouro. O primeiro, geralmente, é vinculado ao preço do dólar americano, mas também há como investir em outras moedas.

O valor da grama do ouro também varia caso haja valorização do dólar, mas os mais diversos fatores também afetam seu preço: a crise europeia, a bolsa de valores, a queda nos juros, entre outros.

A instabilidade econômica mundial contribui para o alto nível de risco dessas modalidades. Por essa oscilação intensa, o câmbio e o ouro não são os tipos de investimento mais seguros.

Ações

De longe, este é o tipo de investimento mais conhecido por todas as pessoas, tendo sido difundido até mesmo por icônicas cenas do cinema sobre a Bolsa de Valores.

Mas as ações nada mais são do que os menores pedaços de uma companhia disponíveis para venda. Quem compra se torna “sócio da empresa”, sendo que a quantidade adquirida determina a participação do comprador.

As variações dessa modalidade estão de acordo com o tempo no qual se retém a posse da ação. Pode-se operar por Day Trade, vendendo e comprando ações no mesmo dia, ou Swing Trade, permanecendo um pouco mais no mercado e mantendo-as de 3 a 6 dias, geralmente.

Também existe o método do Fundamentalismo, em que avalia-se informações obtidas através de empresas, o contexto macroeconômico, mais o status do setor no qual a companhia está inserido, para, então, decidir quais as melhores alternativas de investimento.

Esses diferentes fatores são levados em consideração porque as ações são negociadas por corretoras de acordo com a oferta e a demanda do mercado. Vale ressaltar que o retorno proporcionado pelas ações é a longo prazo.

Lembre-se que algumas ações também pagam dividendos, que são distribuições regulares dos ganhos de uma empresa aos investidores. Deseja entender mais sobre dividendos, o que são e como funcionam? Descubra aqui.

Compra e venda de imóveis

Aplicar dinheiro em imóveis é uma ótima oportunidade de rentabilidade futura. Esse é um método tradicional de se render dinheiro, existente há muito tempo por meio da posse de terras e da valorização de terrenos ao longo de gerações.

Ainda que garantam certa estabilidade, a posse de imóveis demanda manutenção constante para evitar a depreciação (estrutural e financeira) do patrimônio.
Outra questão é a necessidade de um alto capital inicial de investimento, restringindo quem pode escolher essa modalidade de aplicação monetária. O aluguel de uma propriedade também é uma maneira de aumentar rentabilidade, mas possui esse mesmo empecilho inicial da aquisição de um imóvel.

Investimento Coletivo Imobiliário: entenda se vale a pena e como fazer. Clique aqui.

Fundos de Investimento

Fundos de Investimento são aplicações compostas por uma carteira de ativos financeiros. Administradoras geram o investimento pelo comprador, disponibilizando cotas – seguindo a mesma lógica das ações; neste caso, são as menores frações de um fundo – para captação de recursos.

O valor costuma ser mais baixo já que o custo é dividido entre todos os investidores. Além disso, o patrimônio é composto pela soma de todas as cotas, o que faz com que cada uma delas custe o mesmo tanto.

Existem diversos tipos de fundos nos quais é possível investir. Eles variam de acordo com o que sua rentabilidade está associada, como qualquer outro investimento.

Existem Fundos de Ações, Cambiais, de Curto Prazo, Internacionais, Multimercado – basicamente variando entre si o índice ao qual estão atrelados.

A característica fundamental é sua escala: por ser uma aplicação conjunta, os valores são distribuídos nas cotas, não sendo tão exorbitantes para cada pessoa.

Normalmente, quem deseja investir para a aposentadoria foca nos Planos de Previdência Privada, os quais são simplesmente fundos de investimento de natureza de longo prazo. Comuns por serem mais conservadores – quando investidos em renda fixa –, costumam ser usados para complementar os rendimentos arrecadados no sistema de aposentadoria (INSS).

Fundos de Investimento Imobiliários (FII) e crowdfunding imobiliário

Vamos aprofundar nessa modalidade dos fundos de investimento por ela ser uma alternativa mais interessante à tradicional compra e venda de imóveis.

Ao comprarem cotas de um FII, os investidores costumam se juntar em uma sociedade dona de um empreendimento (como um prédio comercial, por exemplo), objetivando gerar renda através de aluguéis. Isso é o mesmo que dizer que, ao comprar um fundo imobiliário, você está comprando parte de um prédio, ainda que pequena.

Atualmente, há uma versão mais atualizada dos FII, conhecida como o crowdfunding imobiliário. Numa primeira análise, os dois são métodos de aplicação monetária extremamente parecidos, mas a “vaquinha” possui vantagens cruciais para o investidor.

Aqui no blog você pode conferir um artigo bem completo sobre as diferenças entre cada modalidade e qual o tipo de investimento mais seguro e vantajoso entre os dois.

Aprenda como investir em renda variável em um curso gratuito e exclusivo para você. Clique aqui.

E, afinal, qual é o melhor tipo de investimento?

A resposta curta é: depende. Não é possível decidir sem saber qual o seu perfil de investidor. Essa identificação é indispensável para que você saiba o que vai melhor lhe atender. E isso vai além dos tradicionais níveis de prudência – conservador, moderado e agressivo. O comprador deve ter em mente quais são seus objetivos pessoais e, então, suas metas financeiras, para depois avaliar se deseja atingi-las em curto, médio ou longo prazo.

Afinal, alguém que está disposto a esperar por resultados (ou tem tempo disponível para tal), poderia escolher um tipo de investimento em que o resgate só é possível ser feito ao final do período estabelecido no contrato, por exemplo. Nesses casos, investimentos de renda fixa são mais indicados.

Já um outro tipo de investidor, mais arrojado, preferiria (ou necessitaria) manter a possibilidade de resgate aberta, não atrelada ao contrato. Ele estaria focado em achar a melhor taxa de retorno disponível no mercado naquele momento, com a maior rentabilidade para ele. Nessas situações, os investimentos de renda variável se encaixam melhor.

E quais são os tipos de investimentos mais seguros?

Você pode observar que, quando você decide investir está assumindo um certo nível de risco. E cada tipo de investimento terá diferentes tipos de riscos. Geralmente, quanto mais risco você correr, maior será a recompensa potencial. Ao passo que, quanto menor o nível de risco que você assume,
menor será a recompensa potencial.

Portanto, tudo que você precisa para não correr riscos elevados e sofrer com a instabilidade de certas aplicações é saber o que você deseja. A partir daí, é possível encontrar exatamente o tipo de investimento mais seguro para suas necessidades antes de tomar qualquer decisão.

O que precisa ficar claro é que, investimentos não devem ser encarados como obstáculos complicados, mas como ferramentas para te ajudar a alcançar suas metas. Começar a investir é uma possibilidade a qualquer momento e para qualquer pessoa: não há necessidade de capital alto ou experiência prévia em investimentos menores.

Conclusão

No geral, você deve diversificar seus investimentos quando possível para reduzir o nível de risco não sistemático. Ao determinar em que tipo de aplicação você deseja investir seu dinheiro, considere qual é a alocação de ativos apropriada para seu perfil de investidor, tolerância ao risco e também o período de tempo.

Se você fizer isso, estará no caminho certo para criar um futuro financeiro sólido. Para objetivos de longo prazo, é importante fazer o melhor uso dos dois mundos: aplicar em renda fixa e renda variável. Portanto, tenha uma combinação diversificada de investimentos, mantendo o risco, a tributação e o horizonte de tempo em mente.

Para identificar qual é o seu perfil de investidor – Não Investidor, Investidor Cauteloso, Investidor Aventureiro ou Investidor Equilibrado – e aprender mais sobre os melhores e mais seguros tipos de investimento, preparamos um material exclusivo: baixe agora o ebook gratuito e entenda como você pode investir a partir de R$1000 com alta rentabilidade!


como investir 1000 reais

Publicações relacionadas