Entender o que é renda fixa, como funciona e quando vale a pena investir é um passo importante para quem está começando a investir.

Sabemos que a renda fixa tem se tornado um pouco menos atraente para o brasileiro, principalmente, devido à queda da taxa Selic. Mas não se engane, ela segue sendo uma boa possibilidade de investimento.

A crise gerada pela pandemia deixou suas marcas e derrubou o preço de muitas ações no mundo inteiro, além de estar moldando a visão de se ter mais consciência sobre finanças, investimento e, é claro, reserva de emergência. 

Por isso a renda fixa ainda é uma boa alternativa.

Mas afinal, o que é exatamente renda fixa? Vale a pena investir em renda fixa? Confira neste artigo como funciona.

Baixe Gratuitamente o E-book com tudo o que você precisa saber sobre o mercado financeiro. Clique aqui.

O que é renda fixa?

Vamos começar com o básico da renda fixa. Os investimentos em renda fixa têm esse nome porque geralmente são projetados para gerar um nível específico, ou “fixo”, de receita de juros.

Se você tem perfil moderado ou conservador, ou começou no mundo dos investimentos e está com receio de investir em renda variável,  a renda fixa pode ser a maneira mais segura de aplicar o seu dinheiro. 

Ativos de renda fixa, como investimentos em títulos, por exemplo, têm sido uma ótima maneira de fornecer uma renda estável e outros benefícios a uma carteira diversificada.

Em termos mais simples, os investimentos de renda fixa são aqueles que fornecem um pagamento regular e, muitas vezes, predeterminado, geralmente na forma de pagamentos de juros ou dividendos. Eles são fixos no sentido de que não flutuam, nem no valor nem no momento de seus pagamentos.

Afinal, vale a pena investir em renda fixa?

O ponto de partida para investir em renda fixa em uma época de taxas baixas é definir as expectativas certas. 

Existem alguns investimentos de renda fixa que pagam rendimentos mais elevados, outros nem tanto, como é o caso da poupança.

Por isso, em alguns casos, pode ser apropriado assumir mais riscos. É importante, no entanto, compreender esses riscos e como eles podem afetar seu portfólio geral e metas de investimento.

É verdade que depois de tantos cortes na Selic, a renda fixa acabou perdendo certo prestígio para muitos investidores. Mas é preciso destacar que a renda fixa tem um leque de possibilidades, com produtos de diversas rentabilidades. 

Mas não estamos falando da poupança, pois o universo da renda fixa vai muito além. Há diversas outras aplicações, como LCIs, LCAs, fundos, ETFs, debêntures, crowdfunding imobiliário, Letras Financeiras, CRIs e CRAs etc.

Porém, para investir em renda fixa você vai precisar avaliar quanto tempo você está disposto a deixar seu dinheiro investido, ou seja, qual o prazo de resgate, além de averiguar qual a liquidez que ele vai precisar. Isto é, qual a capacidade que a aplicação tem de ser convertida em dinheiro. 

Antes de conhecer os principais investimentos em renda fixa, te convido a descobrir seu perfil de investidor aqui.

Assim você consegue aproveitar as oportunidades de investimentos que melhor se adequam aos seus objetivos de vida e saber os riscos que você está disposto a assumir. Saiba mais clicando aqui.

Entenda que na hora de começar a investir não é você que trabalha para o dinheiro é ele que deve trabalhar para você.

Conheça os principais investimentos de renda fixa

1. CDB 

Os Certificados de Depósito Bancário (CDB´s) são um dos mais antigos títulos de captação de recursos junto às pessoas físicas e jurídicas pelos bancos.

Na prática o investidor em CDB´s empresta dinheiro ao banco, sendo o prêmio do resgate, o capital aplicado mais juros pré ou pós fixados desde que o título seja segurado até o seu vencimento, com prazo variando de curto a longa duração.

Seu principal risco é a perda de rentabilidade caso seja resgatado antes do vencimento, e a perda potencial caso os juros ou outro indexador suba após o contrato.

2. Tesouro direto

O Tesouro Direto é um programa de venda de títulos públicos, via internet, para pessoas físicas, criado pelo Tesouro Nacional em parceria com a BM&FBOVESPA. Trata-se de um investimento de renda fixa, para quem busca tranquilidade e segurança.

2.1 Títulos públicos

De acordo com o Tesouro Direto, os títulos públicos são ativos de renda fixa. Quando adquirido o comprador empresta ao governo que em troca dando o direito de receber uma remuneração por este empréstimo no futuro. Os títulos públicos são considerados o investimento de menor risco da economia, por serem garantidos 100% pelo Tesouro Nacional.

2.2 Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA é um ativo de renda fixa. A sua rentabilidade está atrelada ao principal índice de inflação no Brasil, o IPCA. Desta forma, ele costuma ser uma boa alternativa para evitar que o seu dinheiro se desvalorize no tempo. 

Ele pode trazer rentabilidade expressiva, como ocorreu em 2020 em alguns bancos virtuais que pagaram até 200% de rentabilidade. Entretanto, ele não vai te fazer ficar rico, apenas não te deixará perder seu dinheiro e ajudar a diversificar seu portfólio. 

2.3 Tesouro Selic

Se você deseja montar reserva de emergência ou ampliar a diversificação entre os produtos de renda fixa, o Tesouro Selic é um título considerado como uma boa opção, principalmente  para investidores mais conservadores, que não toleram aplicações muito arriscadas.

O Tesouro Selic são títulos de remuneração pós-fixada, cujo valor nominal é corrigido pela variação acumulada da taxa Selic entre a data da liquidação da compra e a data de vencimento do título. A remuneração é dada por essa variação da taxa Selic acrescida de uma taxa de remuneração adicional.

3. LCI e LCA

Como já dissemos neste artigo aqui, do ponto de vista do investidor, não há diferença entre investir em LCI ou LCA – o que muda é o lastro do papel. As letras de crédito LCI e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são opções de renda fixa indexadas ao CDI.

Conheça as vantagens e desvantagens lendo este artigo aqui.

4. Debêntures

Para além dos títulos públicos, o investidor que quiser acrescentar uma alternativa mais rentável do que as outras opções de renda fixa na carteira deve optar por produtos de crédito privado, como as debêntures.

Mas lembre-se que elas envolvem riscos de crédito e prazos que devem ser considerados pelos investidores. Sua remuneração é atrelada a CDI ou outro índice, com horizonte de investimento de médio a longo prazo, além da proteção contra a inflação, (no caso das indexadas ao IPCA)

5. Crowdfunding imobiliário

Cabe destacar que a renda fixa não se limita a ativos conservadores e/ou que acompanhem a taxa Selic. Sendo assim, há diversas opções de prazos, e emissores diferentes que permitem encontrar maiores rentabilidades, como é o caso do crowdfunding imobiliário.

Como um investidor, você pode investir seus fundos por meio de capital (você possui uma participação no ativo imobiliário) ou dívida (você empresta dinheiro como um empréstimo) em troca de uma participação proporcional dos retornos do projeto (aumento do valor de venda ou aluguel renda).

O principal atrativo do empréstimo peer-to-peer em investimentos imobiliários é que ele dá aos investidores iniciantes a oportunidade de participar de projetos imobiliários de alta renda e altamente sofisticados.

Além disso, como é o caso da INCO, o financiamento coletivo permite uma atratividade dos investidores que é alimentada com o aporte mínimo de R$ 500 a R$ 1000 e com a oferta de retornos que hoje variam entre 11,5% e 14% ao ano, com média de 13,2% ao ano, dependendo de prazo, modalidade e análise de crédito. Saiba mais neste artigo aqui.

Renda variável

Se você deseja ter um retorno acima de alguns títulos de renda fixa, a renda variável  pode ser uma oportunidade para diversificar seu portfólio. Isso porque o investimento em renda variável continua sendo uma tendência, pois ela é um instrumento de busca de uma rentabilidade significativa. Somente em 2020 o número de investidores na B3 cresceu 92%.

Mas vale ressaltar que investir em ações, por exemplo, pode ser arriscado no curto prazo. Portanto, a diversificação é a chave para o futuro dos seus investimentos.

Se você quer aprender mais sobre as principais diferenças de renda fixa e renda variável, clique aqui.

#Atente-se ao sobe e desce do mercado financeiro

Se você mantém a renda fixa como lastro contra as retrações do mercado de ações, considere ater-se a títulos de alta qualidade em vez de perseguir o rendimento – e arriscar – em títulos com qualidade de crédito inferior. 

Os preços dos títulos de menor qualidade e maior rendimento tendem historicamente a subir e descer junto com os preços das ações, tornando-os menos potentes como diversificadores. 

Por outro lado, títulos de alta qualidade têm, historicamente, correlações baixas ou negativas com as ações e seus preços tendem a subir durante grandes quedas do mercado de ações.

#Diversifique

Manter um portfólio bem diversificado de renda variável e fixa é essencial para ajudá-lo a atingir seus objetivos financeiros. Se você está procurando títulos para diversificação, considere investimentos de alta qualidade e de longo prazo. 

Mas lembre-se, a diversificação e a alocação de ativos não garantem lucro ou garantia contra perdas! Portanto, a educação financeira deve ser o princípio de todo investidor.

Conclusão

O investimento em renda fixa é uma estratégia que se concentra em investimentos de baixo risco com um retorno confiável.

Embora relativamente seguros, os títulos de renda fixa estão sujeitos ao risco de inflação e não oferecem muita valorização ou crescimento do capital, em alguns casos.

Ao examinar sua estratégia de investimento em renda fixa, é importante ter em mente por que você está adicionando títulos ao seu portfólio. Embora gerar um fluxo constante de receita seja um dos motivos, a diversificação também deve ser considerada. 

Dito isso, e avaliando que estamos em um período de incerteza devido à pandemia e a recuperação econômica e as avaliações estão refletindo uma economia muito forte com pouquíssimos riscos, então faz sentido ser criterioso em relação a quanto risco correr na hora de investir.

Sendo assim, que tal conhecer aqui como começar a investir com apenas R$1.000 no crowdfunding imobiliário. 

Aproveite para assinar nossa newsletter e ficar por dentro de tudo sobre o mercado financeiro.

Publicações relacionadas