Realizar uma alocação de ativos requer estratégia para garantir o sucesso dos investimentos a longo prazo, principalmente para quem procura melhores formas de aplicar o dinheiro alinhadas com o perfil.

Basicamente, a alocação de ativos envolve a divisão de uma carteira de investimentos entre diferentes categorias de ativos, como ações, títulos e dinheiro. Essa técnica permite que o investidor aumente seus ganhos e reduza seus riscos na hora de selecionar as classes de ativos para investir.

E o processo de determinar qual combinação de ativos manter em seu portfólio – apesar de ser muito pessoal – envolve o perfil do investidor. Ou seja, a alocação de ativos que funciona melhor para você dependerá muito do tempo e de sua capacidade de tolerar riscos.

Para entender mais sobre o que é alocação de ativos e como escolher a melhor estratégia para seu perfil de investidor prossiga com a leitura deste artigo. Bom aprendizado!

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O que é alocação de ativos?

A alocação de ativos é uma estratégia que procura equilibrar a relação de risco e retorno em uma carteira de investimentos. Essa forma de escolher onde aplicar o dinheiro determinará o quanto o investidor está disposto a assumir riscos (volatilidade) e o quanto se pode esperar dos retornos.

Existem muitas classes de ativos. Por exemplo, pode-se ter uma alocação de ativos de 5% em dinheiro, 20% em títulos e 75% em ações. Ou o investidor pode ter uma alocação de ativos de 100% de ações. Estes são exemplos possíveis de alocação de ativos. Entretanto, é importante destacar que diferentes alocações de ativos têm diferentes quantidades de riscos (volatilidade).

Por isso, é importante escolher uma alocação de ativos adequada ao seu perfil de investidor, considerando as diferentes classes de ativos disponíveis no mercado.

É importante ressaltar que, algumas pessoas confundem alocação e diversificação de ativos em cada uma das classes de ativos. Preferimos manter esses dois conceitos separados.

O fato é que depois de escolher sua alocação de ativos, a diversificação é crucial. Dentro de cada uma de suas classes de ativos, você deve diversificar. Isso reduzirá muito a volatilidade em seu portfólio.

O objetivo é equilibrar o potencial de crescimento das ações com a estabilidade dos títulos e do caixa para um crescimento mais previsível do portfólio. 

Por que é importante avaliar a alocação de ativos?

Está claro que a decisão de alocação de ativos determina o risco final e o retorno de uma carteira. 

A alocação de ativos tem como base a da renda fixa e a da renda variável. Elas se distinguem por uma única característica: saber o retorno sobre o investimento. O que ocorre é que na renda fixa o investidor tem a informação exata sobre quanto dinheiro ele vai receber ao fazer sua aplicação. Ao contrário da renda variável que não é tão fácil de calcular. Mas isso não significa que seja uma alternativa ruim, ok? Continue acompanhando a leitura e entenda mais.

Classe de ativo o que é?

Antes que você se pergunte o que significa uma classe de ativo, aqui está uma explicação simples. Uma classe de ativos é um conjunto de instrumentos financeiros com atributos semelhantes.  

Alguns exemplos de classes de ativos incluem ações, renda fixa, dinheiro ou ouro. E devemos destacar também que imóveis e commodities são chamados de classes de ativos. Cada uma dessas classes de ativos tem suas próprias vantagens e desvantagens. Por exemplo, o patrimônio líquido é um investimento de alto risco e alto retorno, enquanto a renda fixa ou os instrumentos de dívida são classes de ativos de baixo a médio risco.

Um alerta: não deixe as condições de mercado ditarem sua estratégia de alocação de ativos

Quando o mercado financeiro está “bom” é tentador acreditar que o mercado de ações continuará a subir indefinidamente, não é?. E isso pode até encorajar os investidores mais agressivos a buscar lucros mais altos, mantendo mais ações. Mas saiba que isso nem sempre é saudável e pode ser um erro. 

Você segue uma estratégia de alocação de ativos exatamente porque não consegue prever o mercado. Se você permitir que as condições de mercado influencie sua estratégia de alocação, você realmente não está seguindo uma estratégia.

Quais os benefícios da alocação de ativos?

A vantagem da alocação de ativos é que ela evolui seu plano financeiro levando em consideração sua situação, seu perfil e as condições do mercado externo. Isso ajuda o investidor a avaliar o desempenho de seus investimentos individuais e, em seguida, ajustá-los para que você permaneça no caminho certo para atingir suas metas financeiras.

Conheça algumas vantagens em ter uma estratégia de alocação de ativos:

  • Menor custo: a alocação de ativos permite a procura por aplicações com taxas mais em conta e que não comprometam a rentabilidade. Além de um nível de estresse reduzido uma vez que o investidor saberá que a queda que ocorreu em um dia não vai afetá-lo no outro, permitindo que ele tenha segurança, não havendo necessidade de acompanhar o andamento da carteira e reajustar determinados pontos com frequência; 
  • Riscos menores: a alocação de ativos é uma excelente aliada no que se refere à exposição ao risco. Por exemplo, se o investidor só tem aplicação em ações pode está mais exposto do que se tivesse investido em fundos imobiliários ou títulos;
  • Disciplina: a alocação de ativos ajuda o investidor a se concentrar em seus objetivos e nos ativos que atendem a seus objetivos;
  • Diversificação: uma vez que a alocação de ativos envolve o investimento em diferentes classes, existe o elemento-chave da diversificação que desempenha um papel na redução de riscos. Ou seja, diferentes classes de ativos são impactadas de maneira diferente pelas forças do mercado ou pela economia, então você não será seriamente atingido pelos riscos inerentes a um tipo de risco;
  • Investimento de longo prazo: a alocação de ativos ajuda o investidor a pensar a longo prazo e não basear seus investimentos na volatilidade temporária do mercado. 

Avalie sua tolerância ao risco e como ela vai evoluir

Na hora de investir, até onde você está disposto a investir? O quanto você tolera o risco? Essas são perguntas importantíssimas ao pensar numa estratégia de alocação de ativos. Quando você tem entre 20 e 30 anos sua tolerância ao risco é muito maior em comparação com uma pessoa de 50 anos.

Quando você é mais jovem, alocar mais em ações e fundos é muito comum. Conforme amadurecemos, a tendência, às vezes, é que o investidor reduza sua exposição a ações e foque mais em ativos de renda fixa, por exemplo, pois permite saber exatamente quanto vai retirar.

O ponto crucial é que seus investimentos devem ser feitos mantendo em mente sua tolerância ao risco.

Se você está olhando para um corpus maior a longo prazo em direção a sua aposentadoria, educação dos filhos, casamento, etc., então você deve ter uma alocação maior para ações, ou fundos imobiliários, por exemplo.

Mas lembre-se que as ações são arriscadas no curto prazo. No entanto, se você mantiver fundos de ações de qualidade por um prazo mais longo, elas podem superar  o desempenho de outras classes de ativos no longo prazo. Por isso é sempre importante diversificar! 

Esta é a estratégia mais eficiente na hora de fazer investimentos constantes: investir em ativos financeiros de áreas e empresas diferentes para diluir os riscos.

Como definir a melhor estratégia de alocação de ativos para meu perfil?

A resposta é simples: diversifique dentro das classes de ativos, seja ações, títulos, dinheiro, etc. Existem diferentes classes de ativos que podem ser escolhidas por você.

Por exemplo: na renda fixa você pode apostar nos fundos DI, de inflação e multimercado sem renda variável; além de fundos imobiliários, crowdfunding imobiliário entre outros.

Já na variável, o investimento pode ser focado em fundos Ibovespa Ativo e em dividendos. Você pode também diversificar sua participação acionária por empresa individual e por setor.

Conclusão

Concluindo, a alocação de ativos é uma estratégia que ajuda o investidor a colher os benefícios de várias classes de ativos, enquanto se mantém protegido contra a volatilidade do mercado. A diversificação ajuda a equilibrar os riscos e a rentabilidade.

Ressaltamos que uma estratégia de alocação de ativos é projetada para controlar a composição de longo prazo do seu portfólio. Sendo assim, ela não deve mudar com base nas condições econômicas ou flutuações do mercado.

No entanto, com o tempo, sua alocação de ativos pode mudar com base nas mudanças em sua situação financeira, sua idade e seu progresso em relação às suas metas financeiras.

Vale lembrar que a diversificação implica no seguinte: se você estiver exposto a várias classes de ativos em um horizonte a longo prazo, provavelmente terá um desempenho melhor do que o portfólio com uma única classe de ativos. 

Ah! E conte com sua tolerância ao risco e cronograma de investimento para chegar a uma abordagem que funcione para você.

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