Taxa Selic: como a queda para 3% impacta os investimentos e onde aplicar agora

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A Selic caiu mais uma vez e atingiu a mínima histórica de 3%. O cenário deixa muita gente preocupada com os investimentos em renda fixa e infelizmente as expectativas para o futuro não são das melhores.

Segundo especialistas, até o fim do ano a taxa pode cair ainda mais e chegar aos 2,5%.

Com esse cenário muita gente fica sem saber como isso afeta os investimentos que já têm e, ao mesmo tempo, aqueles que ainda estavam pensando em começar a investir também começam a ter dúvidas depois do ocorrido. 

Independente de qual caso você se encaixa, não precisa mais se preocupar. Neste post vamos explicar melhor o que é a taxa Selic, como a queda na taxa básica de juros influencia no dia a dia e qual a relação entre a Selic e investimentos. Continue lendo!

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Taxa Selic: o que é e como funciona?

Selic é uma sigla que significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Esse sistema diz respeito ao gerenciamento e registro das informações relacionadas aos títulos públicos federais – informações como o registro, a custódia e a liquidação desses títulos. 

Logo, a taxa Selic tem relação com o governo e a economia brasileira, motivo pelo qual ela também é conhecida como taxa básica de juros. A Selic influencia inúmeras outras taxas que, assim como ela, estão vinculadas à economia do país. 

Uma dessas taxas é a CDI, que também está diretamente relacionada aos investimentos de renda fixa. Esse tipo de investimento apresenta baixo nível de risco, sendo interessante para quem tem um perfil mais conservador na hora de investir.

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A taxa Selic corresponde a operações financeiras entre instituições bancárias que ocorrem em um período muito curto – normalmente, em um dia. Se um banco precisar equilibrar o fluxo de dinheiro no final do dia, por exemplo, ele pode pedir empréstimo para outro banco. Isso ocorreria através de títulos do Tesouro Nacional, onde a taxa de juros do pagamento é a taxa Selic.

Para que não haja conflito de interesses, quem regula a taxa básica de juros não é nenhuma das instituições financeiras envolvidas nesse processo de empréstimo. Nesse caso, fica sob a responsabilidade do próprio governo federal. O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil) é o órgão específico para seu regulamento.

Qual o impacto cotidiano da taxa Selic?

Talvez você já saiba, mas a variação da taxa Selic e a da inflação estão interligadas. O Banco Central costuma usar a taxa Selic para tentar controlar a inflação, principalmente quando há um grande aumento. 

Agora, você lembra como a taxa Selic é a taxa básica de juros e influencia outras taxas também atreladas à economia do Brasil? Pois então: o aumento da Selic significa que haverá um aumento generalizado dos juros

Isso gera uma reação em cadeia: quando os juros estão altos, os consumidores tendem a diminuir o volume de compra, o que costuma resultar em uma baixa nos preços. Por consequência, o BC consegue segurar um pouco o aumento da inflação

O contrário também é verdadeiro: quando a inflação está baixa, o governo da mesma forma pode baixar a taxa Selic. Nesse cenário, há um estímulo para que os consumidores gastem dinheiro, ajudando na economia.

E qual a relação entre a inflação e meus investimentos?

Dessa ligação entre os níveis da inflação e da taxa Selic, o que realmente importa na hora de investir é a diferença entre os dois. Em outras palavras, é preciso fazer a subtração dos valores entre as duas variáveis. 

Isso significa que uma taxa Selic alta não necessariamente resultará em mais lucros, caso a inflação também esteja alta. Se a taxa Selic estiver aos 10%, mas a inflação estiver aos 8%, calculando a diferença entre as duas taxas os juros seriam de 2% apenas. 

Por outro lado, se a taxa Selic estiver em 3% e a inflação em 1%, a diferença seria de 2%, resultando em um lucro igual ao da opção anterior, mesmo com a Selic estando menor. Esse é um dos cuidados a se tomar na hora de investir – não se pode ir pelo valor absoluto da Selic, de maneira independente.

A queda na Selic

Depois de dez reuniões do Copom sem alterações na taxa Selic, o BC decidiu, em junho de 2019 realizar um corte. A taxa de juros que havia sido mantida em 6,5% ao ano desde maio de 2018 (uma queda na Selic após uma sequência de 12 cortes, iniciados em outubro de 2016) atingiu, então, um nível mínimo histórico de 6% a.a. e desde então só caiu. 

Em 2020, com a crise do corona vírus e a instabilidade na economia, como medida de emergência, a Selic sofreu novos cortes. Primeiro, saiu da casa dos 4% para os 3,75% e agora sofreu mais uma queda, fixando-se em 3%.

Isso impacta diretamente nosso dia a dia e especialmente os investimentos relacionados à Selic e acontece em um momento delicado para o investidor, que está justamente atrás de certa segurança nas aplicações.

Como já dissemos, a taxa Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para as taxas de juros de financiamentos e para calcular a remuneração de investimentos que são corrigidos por ela.

A caderneta de poupança é um desses investimentos, sendo o método de investimento mais tradicional no Brasil, escolhido por cerca de 89% dos investidores brasileiros. Isso acontece porque quem escolhe aplicar dinheiro nela terá a certeza de que ele renderá mensalmente. Entretanto, isso não significa que essa é a melhor maneira de multiplicar seus ganhos, afinal, a poupança apresenta uma rentabilidade inferior à de outras opções. Além disso, desde setembro de 2017 a poupança teve sua rentabilidade reduzida por conta de uma regra criada cinco anos antes. 

A nova regra é simples, mas também está atrelada à taxa Selic. Quando a taxa básica de juros está acima de 8,5% a.a., a caderneta de poupança tem um rendimento de 6,17% a.a. (o que é o mesmo que dizer que ela está rendendo 0,5% ao mês) mais a Taxa Referencial (TR). Contudo, se a taxa Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% a.a., a poupança tem rentabilidade de 70% da Selic mais TR

Se você estiver perdido diante de tantos termos que utilizamos aqui, confira esse outro artigo no nosso blog onde explicamos 35 termos do mercado financeiro. Clique aqui!

Nesse caso, a rentabilidade da caderneta de poupança, que era baixa se comparada à de outros tipos de investimento, diminui mais ainda e coloca o dinheiro das pessoas inclusive em risco de desvalorização, uma vez que é possível que ela tenha rendimentos inferiores à inflação.

Em um momento como esse, com a taxa Selic bem baixa, o dinheiro que está guardado na poupança perde todo o potencial de multiplicar-se, e não há como saber quando esse período desfavorável acabará. É um desperdício para quem está interessado em fazer as economias renderem. 

Mesmo o perfil médio do investidor brasileiro tradicionalmente ser o de um investidor mais cauteloso, é bom pesquisar e saber que existem outras opções de investimento (ainda seguras!) a se considerar. Veja a seguir algumas alternativas.

Alguns cuidados preventivos que podem ser tomados

Hoje em dia, as oportunidades para se investir são muitas no Brasil. E a busca por novos tipos de investimento continua em expansão, fazendo com que cada vez mais pessoas invistam dinheiro em aplicações financeiras não tradicionais. 

Isso acontece justamente por causa de ocasiões como essa, onde há instabilidade econômica. Fatores que, até então, eram previsíveis em certa medida, se comportam inesperadamente e podem pegar desprevenidos até mesmo investidores mais antigos.

Por isso, uma das características que se deve ter buscar ter em toda carteira de investimentos é a diversificação. Quando todo o dinheiro investido fica dependente de apenas uma variável, as chances de se ter prejuízos maiores é alta, já que não há outras fontes de rendimento que possam compensar o dinheiro perdido. 

Sendo assim, a diversificação funciona em um sistema de aplicar dinheiro em investimentos de comportamentos inversos. Por exemplo: com a queda na Selic, na carteira diversificada de um mesmo investidor, um tipo de investimento atrelado à taxa básica de juros teria sofrido com uma baixa, enquanto um de outro tipo teria sido beneficiado, compensando a perda. 

E se quiser saber melhor como a diversificação ajuda a prevenir altas ou baixas muito bruscas diante da imprevisibilidade do mercado, é só clicar aqui!

Opções de investimentos melhores do que a Selic

É sempre bom ter em mente qual o objetivo do investimento que você está se propondo a fazer. Diferentes objetivos pedem por diferentes estratégias financeiras. Se o seu objetivo no momento é desvincular sua rentabilidade da taxa Selic, você está buscando por investimentos de renda variável, ao invés dos de renda fixa

São muitos os investimentos de renda variável – e eles não são novidade. A compra (e venda) de câmbio, ouro, ações ou até mesmo de imóveis são tipos de aplicações financeiras que existem há muito tempo. Mas mesmo nesse sentido, é preciso estudar e compreender o mercado, uma vez que a renda variável também tem passado por um momento de alta instabilidade.

Fundos de investimento

Esse estilo de investimento pode ser realizado com um valor mais baixo quando comprado fracionado, isto é, compartilhados com outros investidores. Esse é o método utilizado pelos fundos de investimento, que disponibilizam a compra de cotas. 

É possível encontrar os mais diversos tipos de fundos (de Ações, Cambiais, de Curto Prazo, Internacionais, Multimercado), que variam de acordo com o índice que estão atrelados. O que deve ser considerado é que, sendo uma aplicação conjunta, os valores são divididos pelas cotas, não sendo tão exorbitantes para cada pessoa. 

Fundos imobiliários

Pensando especificamente na tradicional compra e venda de imóveis, há duas alternativas mais interessantes no mercado: os Fundos de Investimento Imobiliários (FII) e o crowdfunding imobiliário.

Para participar de um FII, investidores se juntam em uma sociedade, que será dona de um empreendimento (como um prédio comercial, por exemplo). No caso, o objetivo é gerar renda com aluguéis. Ou seja, é como se ao comprar um fundo imobiliário você estivesse comprando uma pequena parte de um prédio.

Crowdfunding imobiliário

O crowdfunding imobiliário é um investimento bastante semelhante aos FII. Contudo, um fator que chama a atenção: nessa versão atualizada dos Fundos de Investimento Imobiliários, o capital de início necessário para se investir é bem menor

No blog da INCO, temos um artigo bem completo sobre as diferenças entre cada modalidade. Para descobrir qual dos dois tipos de investimento é o mais seguro e vantajoso para você, clique aqui!


E então? Conseguiu entender como a taxa Selic impacta no dia-a-dia e nos investimentos brasileiros?

A dependência da Selic às vezes parece inevitável, mas isso não é verdade no cenário financeiro contemporâneo. Aplicar suas economias na poupança ou em outros investimentos de renda fixa não é a única solução para aqueles que buscam investir com segurança. 

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