O default no mercado financeiro é o descumprimento das obrigações legais e condições de um empréstimo, e impacta os credores e devedores.  

Financiamentos nos bancos, empréstimos financeiros e operações com títulos de dívida são atividades comuns no mercado financeiro, mas quem estabelece esses tipos de acordos deve arcar com a obrigação de fazer o pagamento das parcelas periodicamente, certo?

Contudo, muitas pessoas acabam não conseguindo cumprir com suas obrigações financeiras e tornam-se inadimplentes ou podemos dizer que ocorreu Default. 

Entenda quais são os impactos do default na relação entre credores e devedores. Boa leitura!

O que é Default?

O termo Default é mais utilizado no mercado financeiro quando países não conseguem pagar suas dívidas, sejam elas externas ou internas. 

No entanto, quando um investidor adquire títulos públicos, privados ou outros tipos de investimentos, ele terá algum risco de default envolvido na dívida.

O que pode ser feito quando ocorre um Default?

Quando uma inadimplência é emitida, geralmente significa que o credor não vê mais o mutuário como um cliente, mas o vê como um devedor.

Quando a pessoa não consegue saldar o pagamento ou cumprir com sua obrigação, pode-se dizer que ocorreu um Default.

Ou seja, default significa o descumprimento das obrigações legais e condições de um empréstimo.

Imagine que uma empresa não honre com sua obrigação de fazer o pagamento de um investimento de renda fixa como o debêntures, por exemplo, isso significa que o devedor entrou em default.

Vale considerar que, apesar de ocorrer o default, isso não significa que o país, a empresa ou a pessoa envolvida na dívida não pagará mais o que deve. 

O default financeiro acarreta, em regra geral, consequências devastadoras para os cidadãos e as empresas do país em causa e, além de uma “crise de confiança”, pode levar a danos reputacionais duradouros. 

Caso os países deixem de cumprir o pagamento dos títulos, isso é caracterizado como um default soberanotambém chamado de moratória. 

O que pode ser feito quando ocorre default é que a dívida vai existir e o pagamento poderá ser realizado com juros. Mas também é possível que haja uma espécie de renegociação da dívida — algo que pode ser solicitado pela parte devedora.

No entanto, no mercado de crédito, quando uma pessoa deixa de quitar sua dívida de financiamento, a instituição financeira pode tomar o bem financiado dependendo das cláusulas do contrato e das parcelas inadimplentes.

Ou seja, em caso de default de uma pessoa que tomou um crédito, a instituição financeira ainda possui meios de recuperar o dinheiro.

E se ocorrer um Default com um banco? 

Suponhamos que um cliente faça um investimento em uma instituição financeira e escolha um CDB, mas o banco venha à falência, o que acontece com esse investidor?

Bem, ele deve saber que todas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central a funcionar no Brasil, que emitirem os Instrumentos Financeiros Garantidos são obrigatoriamente associadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que garante que o cliente permaneça protegido pela garantia na vigência de sua aplicação. Isso significa mais segurança para que as pessoas e empresas depositem seu dinheiro nessas instituições.

A segurança do fundo FCG é que ele garante que irá restituir aos clientes do banco, em casos de Default, um valor total de até R$ 250.000,00.

Consequências do Default

Quando os mutuários estão inadimplentes, seus empréstimos continuam a acumular juros.  Uma inadimplência resultará inevitavelmente em danos à reputação do devedor inadimplente e poderá afetar sua capacidade de participar de outros negócios futuros.

As consequências da inadimplência podem não apenas afetar sua capacidade de emprestar, mas também podem afetar suas finanças.

Devedor

Para o devedor há algumas consequências do default, como:

  • a perda de credibilidade no mercado de crédito;
  • o rebaixamento em sua classificação (grau de risco);
  • o aumento nos juros;
  • piora nas condições de pagamento oferecidas, tanto em empréstimos presentes quanto futuros.

Por fim, há a possibilidade de execução da dívida via processo judicial, com penhora de patrimônio, bloqueios de bens etc.

Credor

Por outro lado, os efeitos do default para o credor são:

  • prejuízo total ou parcial ao não receber o capital de volta;
  • juros acumulados;
  • impacto negativo sobre o fluxo de capital;
  • perdas contábeis;
  • perda de credibilidade junto aos investidores e acionistas, no caso de fundos de investimentos, etc.

Conclusão

Sabendo, agora, o que é default, você poderá tomar decisões mais assertivas na hora de escolher uma empresa para investir, levando em conta as instituições financeiras e os diferentes cenários do mercado. 

Leve em conta o risco de default do emissor de um título antes de aplicar o seu capital. Assim você evita problemas futuros.

Cabe considerar que nenhum fator isolado pode prever a inadimplência. Tal como acontece com outros riscos de investimento, pode não haver maneira de prever com precisão o default. Mas com pesquisas e análises precisas, o risco de inadimplência pode ser gerenciado de forma eficaz.

Conheça aqui opções de investimentos em projetos selecionados, com rentabilidade de até 21% ao ano. 

Invista com a INCO