Investir no exterior pode ser benéfico em termos de diversificação da carteira, volatilidade reduzida e potencial de crescimento.

No entanto, a compra de ações estrangeiras não é isenta de riscos, e qualquer investidor em potencial deve considerar, cuidadosamente, questões como custos de investimento no exterior, acessibilidade de informações, riscos cambiais e até instabilidade política.

Pensando nisso, preparamos este artigo para te orientar se vale a pena investir no exterior. Boa leitura!

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Antes, entenda por que o dólar é tão importante para a economia mundial

Se você está começando a estudar sobre investimentos e as possibilidades para alocar seu dinheiro, em algum momento você pode se perguntar se vale a pena investir no exterior.

Mais ainda quando se percebe que a moeda americana tem um papel importante na economia mundial e que ocupa a carteira de muitos investidores. 

Investir no exterior é uma estratégia de diversificação que pode reduzir o risco do investidor.

Isso porque esses ativos, podem não sofrer tanto os efeitos de crises causadas por fatores domésticos, no caso do Brasil.

A primeira vantagem de buscar investir em moeda estrangeira é que seus investimentos estarão atrelados ao dólar; uma moeda forte e estável. 

Entenda um pouco mais sobre a importância do dólar a seguir.

A importância do dólar

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o dólar tem sido a moeda mais importante do mundo. É a moeda de reserva mais comumente mantida e amplamente usada para o comércio internacional e outras transações em todo o mundo. 

A centralidade do dólar na economia global confere alguns benefícios aos Estados Unidos, incluindo emprestar dinheiro ao exterior com mais facilidade e estender o alcance das sanções financeiras americanas.

O papel do dólar como moeda veicular pode ser atribuído às economias de escala nos mercados de câmbio que, por sua vez, surgem das transações.

“Como o dólar é a principal moeda do comércio internacional e o investimento no mercado de dólares para cada moeda é muito mais ativo do que entre qualquer par de moedas estrangeiras. Ao passar pelo dólar, muitos dos valores podem ser negociados com mais facilidade”. (Kubarych 1978, p.18).

Quando se pensa em investir em dólar significa dizer: investir em renda variável. Ou seja, não existe garantia de que você vai ter alta rentabilidade.

Outro fator a destacar é que, no Brasil, o valor do dólar varia tanto de acordo com o cenário econômico global quanto com o do próprio país. O que significa que se estiver desvalorizado lá fora por algum motivo, em terras brasileiras ele pode estar valorizado em relação ao real; e vice-versa.

Portanto, antes de sair por aí investindo em qualquer empresa estrangeira, é importante conhecer alguns tipos de investimentos no exterior. Continue a leitura.

Para entender os riscos de acessar ativos em outro país, é preciso conhecer algumas formas de fazer isso.

1. Fundo brasileiro que investe no exterior

É a maneira mais “fácil” de investir no exterior é quando uma pessoa física brasileira compra (em reais) cotas de um fundo no Brasil, regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que aplique os recursos em ativos em outro país – ações ou cotas de fundos no estrangeiro. 

Entretanto, vale destacar que há tributação e sucessão que são aplicadas como em qualquer outro tipo de fundo brasileiro: 15% sobre o ganho.

Desvantagens:
  • Não é o investidor quem escolhe a alocação nos ativos, mas o gestor do fundo;
  • Custo de duas taxas de administração: a do fundo local e a do estrangeiro no qual aquele investe.

2.ETFs (Exchange Traded Funds) e ETNs

Os fundos negociados em bolsa (ETFs) e notas negociadas em bolsa (ETNs) são negociados como ações e podem ser uma forma de investir em moedas sem a necessidade de negociar no forex. Com uma conta de investimento padrão com a maioria das corretoras, os investidores podem comprar acesso a ETFs de moeda.

Os ETNs são mais semelhantes a títulos corporativos do que a uma coleção de ações, mas tendem a ter uma exposição ao mercado de câmbio semelhante à dos ETFs. Na mesma bolsa, você negociaria ETFs, ETNs de moeda comum.

Há uma grande variedade de ETFs para escolher que podem ajudá-lo a ampliar seus investimentos e diversificar seu portfólio.

Descubra aqui  o que são as Criptomoedas e quais os cuidados ao investir

3. BDRs (Brazilian Depositary Receipts) 

Os BDRs são recibos que representam ações de empresas negociadas no exterior. Também conhecidos como depósitos de valores mobiliários, os BDRs permitem acessar ações, fundos de índice (ETFs, fundos negociados em bolsa) e títulos de dívida no exterior.

Hoje, qualquer pessoa pode investir nessa modalidade, pois antes era restrito aos investidores qualificados com patrimônio acima de R$ 1 milhão.

A compra e venda de um BDR é feita no próprio home broker da sua corretora. E o processo é semelhante à compra e venda de qualquer ação.

A tributação do BDR é de 15% sobre o lucro, como toda operação de renda variável no Brasil. Caso o investidor escolha investir em ETFs e BDRs na B3, ele deve saber que está trabalhando com valores mobiliários já convertidos para o real. 

Afinal, vale a pena investir no exterior?

Investir não é tarefa fácil, já que exige estudo de mercado, compreensão sobre renda variável e renda fixa, rentabilidade, riscos, volatilidade etc. O fato é que, investir no exterior demanda do investidor ainda mais conhecimento do panorama político e econômico global. 

Vantagens em investir em mercados internacionais

Embora no Brasil tenha cada vez mais opções de investimentos vantajosos devido a um melhor entendimento dos mercados, isso também pode deixar os investidores à mercê dos ciclos financeiros da moeda brasileira e da inflação.

Um dos benefícios de investir no exterior é que você pode obter exposição a mercados com forças econômicas diferentes. Ou seja, ao investir em um spread de diferentes países, quando algumas regiões estão passando por uma retração, outras podem estar tendo crescimento, potencialmente suavizando seus retornos.

Mas o que considerar na hora de decidir investir em país estrangeiro?

  • Diversificação: aplicar fora do Brasil permite que o investidor divida recursos em diferentes mercados, o que ajuda a proteger o capital, reduzir riscos de perdas e, é claro, reduz a instabilidade da sua carteira de investimentos;
  • Os mercados internacionais, em especial o norte-americano, apresentam uma diversidade maior de empresas. Isso dá ao investidor a chance de investir em setores variados, já que na Bolsa brasileira há cerca de 400 empresas listadas, e nos Estados Unidos são mais de 5.000;
  • Investir no exterior pode ajudar a proteger o seu capital contra a inflação e a desvalorização da moeda nacional;
  • Preste atenção nas taxas administrativas e outros custos embutidos;
  • Avalie os riscos e se seu perfil é mais agressivo, isto é, se você encara alta volatilidade e fortes movimentações de preço nos seus ativos; 
  • Tenha uma corretora de confiança que lhe ajude a caminhar neste universo;
  • Não esqueça do Imposto de Renda! Tudo o que você adquirir no exterior deve ser declarado, assim como se você tiver mais de US$ 100.000,00 fora do país.

Conheça seu próprio perfil de risco antes de investir no exterior

É fundamental conhecer seu perfil de risco antes de fazer qualquer investimento em um país estrangeiro. 

Para isso você pode se perguntar: Qual é a minha capacidade de assumir riscos? Quanto dinheiro eu posso perder se o investimento não for rentável?

Pessoas diferentes têm perspectivas diferentes quando se trata de risco. Por exemplo, obter retorno de 7% sobre o investimento em um título de baixo risco pode ser aceitável para o investidor que está começando a investir. 

Entretanto, para outro perfil de investidor mergulhar de cabeça no mercado de ações, que é mais volátil – e, portanto, mais arriscado – pode ser vantajoso. Tudo dependerá do ativo que mais combina com seus objetivos financeiros.

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Ações estrangeiras podem ser de alto risco, alto retorno: saiba mais

Qual é a sua tolerância ao risco? Qual é o seu plano de investimento? Que tipo de portfólio você está construindo? Sem saber qual é a sua estratégia, é difícil responder a essas perguntas. 

Portanto, há muitos fatores a serem considerados antes de decidir investir em moeda estrangeira. 

É o maior e mais líquido mercado do mundo, então, você deve conhecer os muitos riscos que o diferenciam dos mercados normais de ações e títulos.

Portanto, é bom avaliar onde você deseja investir para diversificar sua carteira de investimentos.

A diversificação sempre compensa

Não coloque todos os ovos na mesma cesta, essa é a dica. Investir no mercado estrangeiro (ações, títulos, moedas etc.) é uma boa forma de distribuir o risco em seu portfólio. Mas não custa lembrar: tudo dependerá do seu perfil de investidor e como você administra os riscos do investimento.

É claro que uma carteira bem equilibrada e diversificada terá alguma exposição a ações estrangeiras, mas isso não quer dizer que elas devam ser a maior parte do seu portfólio, ok?

Um portfólio equilibrado é a chave.

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Conclusão

É importante entender que ter um portfólio em ativos internacionais não é para todo perfil, pois inclui riscos. Mas quem decide investir no exterior quer se proteger de movimentos mais bruscos do mercado interno e diversificar.

  • Saiba sua meta de investimento e tolerância ao risco – isso o ajudará a determinar quanto dinheiro você se sente confortável em investir no exterior.
  • Invista com uma mentalidade de longo prazo: você não deve comprar hoje e vender amanhã. 
  • Procure áreas de alto crescimento.
  • Concentre-se no valor: a relação preço / lucro (P / L).
  • Risco e recompensa: No curto prazo, ações e fundos internacionais tendem a ser mais voláteis – e exigem estômago para maior tolerância ao risco. Avalie.

Se você deseja balancear a sua carteira, precisa conhecer o crowdfunding de investimento — modalidade que tem crescido exponencialmente no Brasil.

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