IEntre alguns dos investimentos mais rentáveis, está o investimento em imóveis. Na realidade, desde muito tempo, investir em imóveis é considerado uma opção segura e bastante rentável, além de ser um tipo de investimento diferenciado. 

Entretanto, o atual cenário brasileiro tem revelado algumas complicações e incertezas, prejudicando justamente a rentabilidade e a segurança, características deste tipo de investimento.

Pensando nessas mudanças e no fato de que muitos investidores ainda analisam a opção de começar a investir em imóveis, nós preparamos este texto. Vamos analisar o cenário atual e descobrir se realmente ainda vale a pena investir em imóveis, além de trazer outras opções também seguras e rentáveis.

Economia brasileira

Quando se pensa nos milionários e em pessoas muito ricas, logo vem à mente suas casas, terrenos e pontos comerciais. Não é à toa que, até certo tempo atrás, muitos diriam que vale muito a pena investir em imóveis. E realmente valia. Antes do Plano Real, implantado no governo Itamar Franco, em 1994, a economia brasileira era bastante instável. A inflação estava descontrolada, a Bolsa de Valores não era tão conhecida e não havia tantas opções de investimento como hoje. Diante disso, as pessoas tinham medo de que, da noite para o dia, seus bens fossem confiscados ou sofressem desvalorização. Sendo assim, recorriam ao mercado imobiliário, em busca de segurança.

Porém, a partir do Plano Real, o cenário mudou. O processo de reforma econômica e estabilização da economia trouxe transformações consideráveis.

Atualmente, 15 anos depois, será que investir em imóveis ainda é uma boa alternativa? Ou existem melhores opções?

Mercado imobiliário

Entre 2008 e 2012, o mercado imobiliário no Brasil esteve bastante movimentado, com alta de oferta, valores e financiamentos. Após esse período, o mercado enfrentou alguns problemas. Entretanto, atualmente, em 2019, o mercado imobiliário mostrou grande recuperação, mas especialistas afirmam que ainda é preciso tomar cuidado ao buscar esse tipo de investimento.

Os desafios enfrentados pelo setor nos últimos anos deixa grandes dúvidas. Mas, tudo depende. Se você realmente quer investir em imóveis, você pode, mas com cautela e análise. Abaixo, nós listamos alguns critérios a serem observados antes de investir no mercado imobiliário.

O que avaliar antes de investir em imóveis?

Riscos econômicos

Apesar de existir certa segurança nos investimentos imobiliários, os imóveis estão sujeitos a sofrer variações no mercado. Existem alguns riscos a serem considerados antes de começar seu investimento. 

Levando em conta que hoje em dia o acesso à casa própria foi bastante facilitado, inclusive aos menos abastados, a demanda por casas de aluguel tem diminuído; além de outros fatores. Por isso, quem decide investir em imóveis deve estar atento às vantagens e desvantagens para não acabar saindo no prejuízo.

Localização – cidade

Este é o primeiro critério a ser observado em qualquer imóvel, pois a localização influencia em vários outros aspectos. Existem cidades que já se recuperaram, mas também existem outras que ainda enfrentam problemas quanto ao mercado financeiro. 

Localização – bairro

Apesar de que escolher uma cidade já é um grande passo, não é o suficiente. A escolha do bairro também representa um detalhe importante. Na hora de escolher o bairro, você deve selecionar não só aquele que está em alta, mas também o que tem maior tendência de valorização. Uma boa dica é escolher bairros que têm maiores chances de surgimento de comércios e empresas. Bairros mais novos que passaram por recentes mudanças tendem a ser assim.

Incorporadora e construtora

As mãos responsáveis pelo projeto também podem contribuir para sua valorização. Por isso, antes de realizar sua aplicação financeira, procure saber acerca do histórico da incorporadora ou da construtora. Isso ajuda a evitar possíveis problemas no futuro.

Arquitetura

Outra recomendação é que o investidor procure sempre escolher um imóvel que tem arquitetura e design inovadores, com um diferencial em relação a outros imóveis, pois isso também pode influenciar em sua valorização.

Finalidade

Por último, mas não menos importante, você precisa decidir para qual finalidade está comprando o imóvel. Se for para ser sua residência, será um bom investimento, afinal, você terá algo que sempre quis para usar pelo resto da vida. Entretanto, se você quiser alugar, não basta comprar uma casa que esteja de acordo com suas exigências. Você tem que levar em conta o interesse dos consumidores, pois serão eles que irão alugar o imóvel. Além disso, também há a opção de revenda, que indica lucro mais imediato.

Vantagens e desvantagens de investir em imóveis

Assim como outros investimentos, quem decide investir em imóveis está sujeito a riscos. Qualquer bom investidor sabe que precisa conhecer de mercado para tomar suas decisões. Além disso, é importante conhecer sua própria renda, prevendo gastos futuros e levando em conta os ganhos atuais.

Confira, agora, uma lista com as principais vantagens e desvantagens de investir em imóveis:

Vantagens

Segurança: por ser um patrimônio físico, o imóvel não pode ser confiscado, como é o caso de outros investimentos. Além disso, se o imóvel estiver bem localizado, a renda mensal é praticamente certa e garantida para o locatário, por questões legais e de contratos.

Retorno constante: além de ganhar com a valorização do imóvel, ao longo do tempo, o dono também ganha quando ele é alugado.

Diversificação: a diversificação de investimentos é apontada com uma boa prática entre muitos planejadores financeiros; e investir em imóveis é uma ótima forma de diversificar seus investimentos.

Diversidade de tipos de imóveis: muitas pessoas pensam em investir apenas em imóveis residenciais. No entanto, existem vários outros tipos de imóveis, como: galpões, terrenos, salas e prédios comerciais etc. Dessa forma, você pode diversificar os tipos de imóveis, diminuindo possíveis riscos.

Desvantagens

Baixa liquidez: podemos dizer que a falta de liquidez é a principal desvantagem desse tipo de investimento. Em um momento de necessidade que você precise vender o imóvel, não será exatamente algo tão fácil e rápido. Em alguns casos, o dono acaba optando por vender o imóvel com descontos para conseguir vender mais rápido. O problema é que dessa forma ele perde uma boa parte do lucro.

Custos com reformas e reparos: caso você queira alugar o imóvel, talvez precise realizar reparos ou até mesmo reformas em busca de valorizar o aluguel. Isso vai elevar seus gastos e, se não for bem planejado, pode acabar eliminando parte do lucro, caso você não consiga a valorização desejada.

Custos para venda e locação: se você quiser alugar ou vender seu imóvel, ou vai fazer isso através de uma imobiliária, ou por conta própria. Se você optar por uma imobiliária, terá que arcar com os custos exigidos. Caso for fazer por conta própria, terá que lidar com outras questões que tomam tempo e que podem trazer dores de cabeça.

Desvalorização do imóvel: embora seja raro, a desvalorização pode acontecer. Construções ao redor do imóvel ou outros tipos de reformas podem acabar desvalorizando a localização.

Valor do investimento inicial: os custos de compra de imóveis ou terrenos são muito altos, principalmente quando comparados a outros tipos de investimento, como fundos imobiliários e crowdfunding imobiliário. Isso pode representar alguns perigos à sua renda, ainda mais quando não há planejamento ou quando você precisa financiar parte do valor do imóvel. Além disso, existem ainda dois custos:

  1. pagamento do Imposto sobre Transmissão de Bens (ITBI). Ele pode chegar a 6% do valor do imóvel;
  2. gastos com corretagem, caso queira utilizar os serviços de um corretor profissional. Eles ficam, quase sempre, em torno de 2% e 5%.

Outras opções

Você já viu as vantagens e desvantagens de investir em imóveis. E, por mais que esta tenha sido uma boa opção de investimento há alguns anos, será que, no cenário atual, continua sendo uma opção viável?

Pensando nisso, nós separamos duas alternativas, que são bastante rentáveis e que também trazem muita segurança: os fundos imobiliários e o crowdfunding imobiliário. Além disso, ambos não exigem um investimento inicial tão alto como o investimento em imóveis.

Fundos imobiliários (FIIs)

Os fundos imobiliários são indicados para quem deseja investir no mercado imobiliário, mas não tem dinheiro suficiente. As opções têm investimento inicial muito mais baixo se comparado à compra de imóveis, tornando-se muito mais acessíveis. Você pode comprar cotas de investimentos imobiliários, como imóveis comerciais, shoppings, entre outros tipos. 

Este tipo de aplicação não apresenta riscos como desocupação do imóvel e desvalorização, e ainda é uma forma de diversificação. Outra vantagem é que o investidor não precisa se preocupar em gastar tempo com administração, pois o gestor do fundo imobiliário se encarrega disso e de outras burocracias.

A possibilidade de valorização das cotas e a facilidade oferecida aos investidores é uma das principais vantagens deste tipo de investimento. Qualquer um pode participar das cotas e receber rendimentos dos diversos negócios sem precisar investir em cada um deles diretamente.

É importante lembrar, no entanto, que os Fundos Imobiliários não permitem que o investidor resgate suas cotas antes do prazo estabelecido, representando sua baixa liquidez. Ainda assim, existem diversas vantagens, como evitar a burocracia de comprar um imóvel e ter menos riscos.

Crowdfunding imobiliário

O crowdfunding imobiliário é um tipo de investimento coletivo. Basicamente, vários investidores realizam uma aplicação financeira num mesmo projeto imobiliário. 

O investidor se cadastra em uma plataforma online e escolhe um projeto de imóvel para investir. Ao fim, ele recebe seu dinheiro de volta, mas com lucro. É uma forma rápida e fácil de investimento, além de ter custos e riscos reduzidos.

Entre algumas outras vantagens, podemos citar:

Ausência de taxas: já que o crowdfunding não exige um profissional controlando seu dinheiro, ele também não exige o pagamento de várias taxas durante o processo de aplicação do dinheiro.

Garantia de rentabilidade mínima: graças ao contrato, é garantido que o investidor irá receber uma remuneração no final, mesmo que os imóveis não sejam vendidos conforme a intenção inicial.

Transparência: o investidor sabe exatamente onde seu dinheiro está sendo aplicado, os riscos e as garantias. 

A diferença entre o fundo de investimentos e o crowdfunding imobiliário é que no crowdfunding o investidor pode escolher os projetos nos quais quer investir, enquanto no FII um profissional é responsável por definir onde seu dinheiro será investido. Além disso, enquanto a rentabilidade do FII varia entre 0,6% e 0,7%, geralmente, ao mês, o crowdfunding imobiliário chega a quase 1,5%.

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Conclusão

Qualquer investimento e aplicação financeira é uma decisão muito importante, que exige estudo, planejamento e dedicação. Por isso, analise as opções antes de começar e se prepare para os possíveis riscos.

Antes de mais nada, leve em conta seu perfil de investidor, seus objetivos e os diferentes tipos de investimento. Você pode saber mais acerca das diversas opções conferindo nosso artigo.

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